Na reta final das eleições, leitores do GLOBO ocuparam a seção de cartas com críticas ao cenário político, menções ao TSE e à disputa pelo uso do Maracanã para o jogo entre Vasco e Boca Juniors. O chef argentino Pablo Rivero também respondeu a uma crítica sobre seu restaurante Don Julio.
As cartas publicadas nesta quinta-feira (15) refletem as discussões que tomam as ruas e as redes. Bruno Hellmuth, do Rio, sugeriu no dia 11 a adoção do parlamentarismo sem eleição direta para presidente, como na Alemanha, diante do debate sobre reeleição e mandato de quatro ou cinco anos.
Eduardo de Braga Mello, de Niterói, escreveu no dia 12 uma crítica contundente: “Com o fim moral e ético dos três Poderes, a derrocada da nação tomou conta do cenário”. Ele citou a eleição de “corruptos, corruptores, bandidos e ladrões” e relatou ter ouvido relatos de urnas com a tecla nº 3 arrancada.
Paulo Sergio Arisi, de Porto Alegre, afirmou no dia 13 que os eleitores estarão diante de “decisão histórica” no dia 25, entre a “meia esquerda de Lula e a extrema direita de Flávio Bolsonaro”. Já Metsu Yan, do Rio, ironizou no dia 14 com uma anedota de Woody Allen para questionar a necessidade dos dois candidatos.
Mauro C. Bandeira de Mello, do Rio, comparou no dia 14 a sigla do TSE à mosca-tsé-tsé, que causa a doença do sono, pedindo cuidado com a parcialidade de juízes no segundo turno. Izabel Avallone, de São Paulo, citou Martin Luther King Jr. para defender a alternância de poder e o respeito à liberdade de escolha.
Na disputa pelo Maracanã, José Carlos Luz Bernardo, do Rio, classificou como “vergonha” a cessão do estádio ao Vasco para a semifinal da Sul-Americana, dizendo que São Januário não atende à lotação exigida. João Carlos da Cunha, do Rio, criticou a juíza de plantão que cassou liminar favorável ao Vasco mesmo estando na Holanda.
Pablo Rivero, empresário e chef argentino, enviou carta em resposta à crítica publicada por Ian Oliver em sua newsletter O Crítico Antigourmet sobre o restaurante Don Julio, em Buenos Aires. Rivero afirmou que a resenha comete “erros técnicos” e que o autor avaliou os pratos bebendo refrigerante, o que alteraria a percepção de sabores.


