O eleitorado está dividido sobre o impacto de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na própria vida: 36% acreditam que ela melhoraria e 35%, que pioraria, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (10). Já num eventual quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 43% projetam que a vida ficaria igual.
O instituto entrevistou 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre terça-feira (6) e quarta-feira (7). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-02949/2026.
Na hipótese de Lula vencer o segundo turno, 25% afirmaram acreditar que a vida ficaria melhor e 30%, pior. Outros 2% não souberam responder. No cenário em que Flávio é eleito, 22% preveem vida igual, 36%, melhor, e 35%, pior. Outros 6% não souberam responder.
Entre os eleitores que declaram voto em Flávio, 72% dizem que a vida melhoraria com ele no poder. Já entre os que indicam voto em Lula, metade (50%) afirma que a vida ficaria melhor num eventual quarto mandato do petista, e 48% projetam uma vida igual.
Quase metade (49%) dos eleitores que preferiram opções da terceira via no primeiro turno afirmou que a vida ficaria igual com eventual vitória de Flávio. No caso de Lula, 68% desse grupo projetaram vida igual.
Essa é a primeira pesquisa Datafolha desde a apuração do primeiro turno, em que Flávio ficou à frente do petista, por 47% a 45%. O novo levantamento aponta Flávio com 49% a 45% das intenções de voto contra Lula no segundo turno — em votos válidos, 52% a 48%.
A abstenção nas eleições de 2026 foi de 21,08% dos eleitores (33,4 milhões), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual é maior que os 20,95% de 2022, mas ficou abaixo dos 21,49% de 1998, maior índice desde a redemocratização.


