Os eleitores brasileiros vão às urnas neste domingo (4) para escolher 54 senadores, em eleição que renovará dois terços das cadeiras do Senado. Cada eleitor terá dois votos para a Casa, que representa os Estados e o Distrito Federal no Congresso Nacional.
O primeiro turno das eleições gerais de 2026 ocorre até as 17h, com votação para presidente da República, governadores, deputados e senadores. Para o Senado, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa, com dois senadores eleitos por unidade da Federação.
Cada Estado e o Distrito Federal têm três senadores, independentemente da população. O mandato é de oito anos, enquanto o dos deputados federais dura quatro. A renovação da Casa ocorre a cada quatro anos, alternadamente por um terço e dois terços das cadeiras.
A eleição segue o sistema majoritário: os dois candidatos mais bem votados em cada unidade da Federação são eleitos, sem segundo turno. Cada senador também é eleito com dois suplentes.
Senadores participam da elaboração de leis e da fiscalização do Poder Executivo. A Casa analisa propostas aprovadas pela Câmara e pode aprová-las, rejeitá-las ou modificá-las. Quando há alterações, o texto retorna aos deputados.
A Constituição reserva atribuições exclusivas ao Senado, como a aprovação de autoridades indicadas pelo presidente da República, entre elas ministros de tribunais superiores, o procurador-geral da República e diretores do Banco Central. A Casa também estabelece limites para o endividamento dos entes federativos e autoriza operações financeiras envolvendo União, Estados, Distrito Federal e municípios.
Outra atribuição é processar e julgar determinadas autoridades por crimes de responsabilidade. No caso do presidente e do vice-presidente da República, a abertura do processo depende de autorização da Câmara, enquanto o julgamento ocorre no Senado.
Nas urnas de 2026, o eleitor fará seis escolhas: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador na primeira vaga, senador na segunda vaga, governador e presidente da República.

