A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) foi reeleita neste domingo (4) com 1.596.383 votos, a maior votação feminina da história para a Câmara dos Deputados. Com 100% das urnas apuradas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, ela teve a segunda maior votação de São Paulo, atrás de Lucas Pavanato (PL).
Erika Hilton superou o recorde anterior, de Joice Hasselmann (Podemos-SP), que em 2018 recebeu 1,07 milhão de votos. Em relação à própria eleição de 2022, quando teve 256.903 votos, a votação deste ano foi mais de seis vezes maior.
Entre as mulheres eleitas em todo o país, as seguintes mais votadas foram Sâmia Bomfim (Psol-SP), com 583.048 votos, e Julia Zanatta (PL-SC), com 560.223.
Com a confirmação da reeleição, a deputada afirmou que o resultado vai além de uma conquista pessoal. “Isso é gratificante, grandioso e gigante, mas se trata da quebra e da ruptura de paradigmas estruturais e sistêmicos contra a nossa presença, a nossa existência e o nosso corpo no mundo”, disse.
Com o segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Erika anunciou que seguirá em campanha nas próximas semanas, com agenda de rua, percurso por estados e bairros e ações de mobilização digital. A prioridade, segundo ela, é enfrentar o que chamou de “ódio e barbárie” e “o projeto do bolsonarismo” em São Paulo.
“Queria dar essa notícia para vocês: a campanha não acabou. Ainda temos mais algumas semanas de campanha no 2º turno. Nós vamos para a rua, vamos rodar os estados, vamos para os bairros, vamos falar com as pessoas e criar uma mobilização digital para enfrentar o ódio e a barbárie”, afirmou.

