Anotações de Cristóvão Colombo indicam que o navegador via suas viagens às Américas como cumprimento de profecias bíblicas, com um objetivo maior: a reconquista de Jerusalém. A análise do historiador Peter C. Mancall, publicada no The Conversation, aponta que a expansão espanhola estava ligada à disseminação do cristianismo desde 1492.
Cartas, relatos de viagem e escritos do navegador associam a conquista de territórios à busca por riqueza e à expansão da fé cristã. A relação já existia antes da chegada de Colombo às Américas, segundo Mancall.
O contexto das Cruzadas e da reconquista da Península Ibérica teria criado uma visão em que o cristianismo seria central para dominar novas terras. Foi nesse cenário que Colombo apresentou a ideia das viagens expansionistas à coroa espanhola.
Nas anotações, encontrar novas terras estava ligado a uma futura campanha contra Jerusalém, então sob domínio muçulmano. A exploração e a riqueza seriam o primeiro passo para uma ação religiosa maior.
Os livros do navegador interpretavam a longa caminhada rumo à Ásia — que terminou, acidentalmente, nas Américas — como realização de profecias bíblicas. Colombo morreu sem saber que havia chegado a um continente até então desconhecido pelos europeus.
Os escritos foram reunidos no chamado “Livro das Profecias”, em que Colombo comparava suas experiências a passagens de textos sagrados.

