Especialistas recomendam evitar o consumo de água engarrafada quando há acesso à água tratada da rede pública, pois o hábito pode representar gasto desnecessário. Com filtragem adequada em casa, é possível ter alternativa de baixo custo e reduzir o uso de embalagens descartáveis, já que o litro da água encanada custa fração de centavo, enquanto a garrafa pode ultrapassar R$ 2.
Na prática, o consumidor pode pagar até 60 vezes mais pela versão engarrafada. A disparidade é ainda mais relevante porque a água distribuída pela rede pública passa por testes e controles de qualidade constantes, segundo os especialistas.
Para quem recebe água própria para consumo, a instalação de um filtro representa uma opção para adicionar uma etapa de tratamento antes de beber. O investimento inicial pode ser recuperado em poucos meses, dependendo do consumo da família, reduzindo a necessidade de comprar e armazenar garrafas regularmente.
A escolha também é a melhor opção sob o ponto de vista ambiental. As embalagens plásticas podem levar séculos para se decompor e, quando descartadas de maneira inadequada, chegam a ruas, rios, praias e oceanos, contribuindo para a poluição.
Outro fator envolve a logística para colocar o produto nas prateleiras. Como as garrafas precisam ser transportadas até supermercados, muitas vezes por longas distâncias e em caminhões, esse deslocamento aumenta a pegada de carbono associada ao consumo, enquanto a água disponível em casa não depende da mesma cadeia de distribuição.
O uso de recipientes reutilizáveis combinado à água filtrada pode ajudar a diminuir tanto o volume de resíduos quanto os gastos domésticos, desde que o abastecimento local seja considerado seguro. Os especialistas ressaltam a necessidade de manter o filtro corretamente e respeitar as orientações de limpeza e troca indicadas pelo fabricante.

