PSOE e Frente Amplio fecharam um pacto para apresentar listas conjuntas ao Senado nas eleições gerais de 29 de novembro, sob a denominação “Senado de Progresso”. O acordo, anunciado nesta sexta-feira (16), reúne socialistas, IU, Movimento SUMAR, Compromís, Más Madrid, Chunta Aragonesista e Batzarre, e visa arrebatar do PP a maioria absoluta na Câmara Alta.
A coalizão, costurada às pressas, inclui ainda acordos específicos do PSOE com Més-Izquierda Unida-Sumar nas quatro ilhas de Baleares e com todas as forças progressistas em La Gomera. Podemos não integra a aliança, mas não está descartado que possa propor nomes com o beneplácito das demais legendas.
O pacto não valerá em todas as circunscrições eleitorais. A demora no anúncio se deveu à incerteza sobre a participação do Podemos no Frente Amplio, segundo a apuração.
A expectativa da aliança é se tornar a primeira força em diversas províncias, desbancando o PP. A soma das esquerdas evitaria que dezenas de milhares de votos ficassem sem representação.
A divisão da direita, com a ascensão do Vox em detrimento do PP, poderia provocar uma recomposição da câmara territorial totalmente diferente da atual legislatura. Neste período, o PP usou o Senado como instrumento legislativo contra o governo.

