Os Estados Unidos revogaram as restrições impostas há um ano às operações aéreas a partir do México por suposta concorrência desleal, informou o Ministério das Relações Exteriores mexicano nesta sexta-feira (16). A medida, que limitava voos e vetava novas rotas, foi suspensa com efeito imediato.
O Departamento de Transportes americano havia limitado os voos para os Estados Unidos, vetado propostas de novas rotas e imposto mais exigências burocráticas às companhias aéreas mexicanas. Na ocasião, o departamento denunciou práticas anticoncorrenciais devido à redução das autorizações de pouso e decolagem para companhias aéreas americanas no Aeroporto Internacional Benito Juárez, na Cidade do México.
O Ministério das Relações Exteriores mexicano informou, em comunicado, que as restrições foram suspensas “com efeito imediato”. O órgão federal de transportes dos Estados Unidos ainda não publicou a medida.
A decisão “representa um avanço significativo para a conexão aérea entre os dois países e abre novamente a possibilidade de desenvolver rotas e frequências”, afirma o comunicado. “O México avançou no cumprimento dos compromissos acordados.”
As restrições dos Estados Unidos às companhias aéreas mexicanas provocaram tensão entre os dois países. O governo americano denunciou uma expansão unilateral das rotas mexicanas em detrimento das companhias dos Estados Unidos.
Washington também protestou contra a decisão de transferir todo o transporte de cargas e forçar a abertura de novas rotas de companhias americanas a partir do novo Aeroporto Felipe Ángeles, localizado nos arredores da capital e menos central que o Benito Juárez. O Aeroporto Felipe Ángeles foi construído durante o governo do ex-presidente Andrés Manuel López Obrador e atualmente é elogiado pela presidente Claudia Sheinbaum.


