O ex-prefeito de Embu das Artes (SP) Ney Santos (Republicanos), acusado de suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC), foi eleito deputado federal no domingo (4) com 118.566 votos. Réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro, ele governou o município da região metropolitana de São Paulo por dois mandatos, entre 2017 e 2024.
Ney Santos também cumpriu pena por abuso de poder econômico e foi condenado, em primeira instância, por porte de arma de fogo com numeração raspada. O deputado eleito ainda foi condenado por formação de quadrilha e ficou preso por dois anos por roubo a banco.
O Ministério Público Estadual afirma que, depois da saída do político do sistema prisional, os órgãos policiais e o MP continuaram a receber informações de que Claudinei Alves dos Santos, nome de registro de Ney Santos, é membro do PCC e que sua fortuna seria formada essencialmente por dinheiro do tráfico de drogas.
A candidatura foi autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) em decisão do dia 15 de setembro, por 3 votos a 2. O Ministério Público Eleitoral (MPE) havia pedido a impugnação do registro.
O caso chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ainda será analisado pelo colegiado. O relator é o ministro Floriano de Azevedo Marques. Se o TSE acolher o pedido do MPE, o registro será indeferido de forma retroativa, e a vitória de Ney Santos perderá a validade, deixando-o fora da próxima legislatura.

