O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, encaminhou à Polícia Federal nesta sexta-feira (9) uma avaliação técnica de segurança sobre ameaças de morte e agressões recebidas pelo ministro Flávio Dino. As mensagens, reunidas em relatório da Corte, citam fuzilamento, explosão e invasão ao STF.
O gabinete de Fachin afirmou que o material foi enviado “para conhecimento e adoção das medidas pertinentes, no âmbito de suas atribuições”. Em nota, disse ainda que o STF permanece “atento à segurança de seus ministros e em articulação com os órgãos competentes”.
Nas redes sociais, Dino associou as ameaças à “repetição de mentiras, visando causar violência”. Em publicação no Instagram, afirmou que recebeu trechos de um relatório de segurança mostrando “milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas”.
Uma das mensagens, publicada em 5 de outubro, diz: “Primeiro a ser fuzilado… Flávio Dino, por ter proibido o acesso às armas”. Outra, de 3 de outubro, cita invasão ao STF e faz referência à execução de Tiradentes: “Invadir o STF e fazer com morões, dino e zanin igual fizeram com tiradentes, cabecinha em praça pública”.
Dino afirmou que não mudará sua atuação profissional por causa das ameaças. “Em 37 anos como servidor público nunca respondi a um único processo criminal”, escreveu. “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou.”
O ministro também disse que, se um juiz passar a ter medo de decidir um processo por risco de perseguições pessoais, “não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”.

