Christa Pike, de 50 anos, segue internada em estado crítico e entubada em um hospital de Nashville, no Tennessee, após sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal na quarta-feira (30). O prognóstico é incerto, segundo o advogado Stephen Ferrell, e pode levar dias para ser conhecido.
Os médicos tentam eliminar do organismo duas doses de pentobarbital administradas durante o procedimento. Segundo os advogados de Pike, houve dificuldades para instalar os acessos intravenosos, e os cateteres podem ter sido colocados de forma inadequada, fazendo o medicamento atingir os tecidos dos braços em vez da corrente sanguínea.
Antes da execução, a defesa já havia alertado para o histórico de dificuldades de acesso às veias da condenada. O Departamento de Correções do Tennessee afirmou que o protocolo foi seguido e que não permitia procedimentos adicionais depois das etapas realizadas.
As autoridades ainda não informaram se haverá nova tentativa de execução. O governador Bill Lee suspendeu todas as execuções no estado até o fim do ano e determinou uma investigação independente.
O episódio provocou a saída de Frank Strada, chefe do sistema prisional do Tennessee. Ele anunciou que deixará o cargo ainda em outubro, enquanto a investigação prossegue. Strada já havia sido associado a problemas em execuções no Arizona antes de assumir o comando do sistema penitenciário em 2023.
Pike foi condenada à morte pelo assassinato e tortura de Colleen Slemmer, de 19 anos, em 1995, quando tinha 18. Está presa há mais de 30 anos, grande parte em confinamento solitário. Seu advogado pediu que a pena seja convertida em prisão perpétua e afirmou que nova tentativa de execução não traria justiça.


