O Festival do Rio começa nesta quinta-feira (1º) e exibe até 11 de outubro 300 filmes em mais de 20 salas e espaços da cidade. A programação reúne destaques de Cannes, Veneza e Berlim, além de uma retrospectiva do cineasta alemão Rosa von Praunheim e o mais novo filme de Werner Herzog.
Entre as novidades desta edição está a tela scope com projeção 4K e sistema de som 5.1 no Centro Cultural FGV. A sala Estação Claro Gávea 5 também passou a ter projeção 4K.
O iraniano Asghar Farhadi, que tem o filme “Contos paralelos” na mostra, é um dos convidados e dará aula aberta na manhã de sábado (3) no Armazém da Utopia, na Região Portuária. Com Isabelle Huppert no elenco, o longa é o segundo do diretor rodado na França.
Os críticos do GLOBO indicaram suas apostas. “Cavalo selvagem nove”, de Martin McDonagh, foi citado por três deles. O filme, que saiu de Veneza com o prêmio de ator para John Malkovich, acompanha dois agentes da CIA em missão no Chile às vésperas do golpe de 1973, com Sam Rockwell e Mariana di Girolamo no elenco.
“Um pequeno bom soldado”, de Stéphane Brizé, ganhou o prêmio de roteiro em Veneza e é outra aposta. O longa mostra o cotidiano da chefe de recursos humanos de uma empresa, interpretada por Alba Rohrwacher. “Tender loving care”, de Mike Leigh, venceu o Festival de San Sebastián e aborda a amizade entre duas assistentes sociais.
“A bola preta”, de Javier Ambrossi e Javier Calvo, vencedor do prêmio de direção em Cannes, homenageia o poeta Federico García Lorca. Já “Rose”, com Sandra Hüller, ganhou o Urso de Prata de melhor atriz em Berlim. O documentário “Jean-Michel Basquiat”, primeiro autorizado pela família do artista, também está na programação.
“Dau”, de Ilya Khrzhanovsky, sobre um cientista que pesquisa a bomba atômica, foi rodado entre 2008 e 2024 e tem mais de três horas de duração. A retrospectiva de Rosa von Praunheim, morto no fim de 2025, inclui o polêmico “Não é o homossexual que é perverso, mas a situação em que ele vive”, dos anos 1970.

