A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou nesta quarta-feira (14) o fim da escala 6×1, aprovado pelo Congresso Nacional. Em nota, o presidente da entidade, Paulo Skaf, alertou para o aumento da informalidade e das despesas dos empregadores, com reflexos no orçamento das famílias.
Na avaliação de Skaf, estabelecer a escala de trabalho na Constituição limita a organização das atividades econômicas. Ele afirmou que nenhum país adotou esse tipo de regra em seu texto constitucional.
“Decisões açodadas têm um preço alto. E, infelizmente, essa conta será paga por toda a sociedade”, afirmou o presidente da Fiesp, em nota.
Skaf disse que a posição da entidade sempre foi a de que um tema dessa magnitude exigia debate profundo e fora do calendário eleitoral, sem o risco de se tornar uma “PEC Boca de Urna”.
Segundo a Fiesp, a proposta trará impactos no funcionamento de setores essenciais, como saúde, educação, transporte, supermercados e químico, que precisam ser medidos com responsabilidade e seriedade.
O texto também cita a migração ao trabalho informal e o aumento direto no boleto do condomínio como consequências da medida.

