Um filme brasileiro aborda a redescoberta de psicodélicos como ayahuasca, LSD e cogumelos pela ciência. A produção traz o filósofo Mark Collins explicando experiências com essas substâncias, incluindo o chamado “estado oceânico”, descrito como uma sensação de unidade com tudo ao redor. A obra discute o potencial terapêutico desses compostos.
Para saber ao certo como é uma experiência com psicodélicos, explica o filósofo Mark Collins, é preciso ter viajado até o lado de lá. É o tal “estado oceânico”, descrito como uma unidade com tudo o que nos cerca.
“Em estados altíssimos de DMT (substância da ayahuasca), o ego, a programação, se desmancha. Quando ela solta, você volta para o todo. Você sabe que está no todo, que é o todo. E o todo é você. Mas você tem percepção de si. Quando você retorna, vê o pessoal desesperado para definir, mas não tem definição. É o inefável”, afirma Collins.
O filme integra um movimento de retomada do interesse científico por substâncias psicodélicas, que foram estudadas nas décadas de 1950 e 1960 e depois abandonadas pela comunidade acadêmica.
Pesquisas recentes têm investigado o uso de ayahuasca, LSD e psilocibina — princípio ativo dos cogumelos — no tratamento de condições como depressão, ansiedade e dependência química.
A produção brasileira se soma a esse debate ao mostrar relatos de especialistas e experiências pessoais com essas substâncias. O filme destaca a dificuldade de traduzir em palavras aquilo que os usuários vivenciam durante os efeitos.


