A Oficina Internacional de Pesos e Medidas (BIPM) decidiu eliminar o segundo intercalar a partir de 2026, antecipando o fim desses ajustes, que estava previsto para 2035. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (15), em Versalhes, e permitirá que a diferença entre o tempo astronômico e o atômico cresça livremente.
O dia não dura exatamente 86.400 segundos, como dizem as matemáticas. A rotação terrestre não é regular, o que provoca um desajuste entre o segundo marcado pelos astros e o medido pelos relógios atômicos, o padrão oficial.
Desde o século passado, para equilibrar a equação, era introduzido um segundo extra, chamado intercalar, em intervalos irregulares. Agora, a BIPM decidiu abandonar essa prática.
Com a mudança, a diferença entre o Tempo Universal (UT1, o astronômico) e o Tempo Universal Coordenado (UTC) poderá crescer sem limites. Caberá às gerações futuras resolver o problema quando essa diferença se aproximar de uma hora.
A decisão foi tomada diante dos riscos que os ajustes representam para os sistemas de sincronização horária e da rápida evolução tecnológica, segundo a BIPM.


