Flamengo e Fluminense entrarão em campo neste domingo (11), no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, com a mensagem “Proibir não é proteger” estampada no espaço destinado aos patrocinadores máster, em protesto contra as restrições impostas pelo governo federal ao setor de apostas esportivas.
A iniciativa amplia a mobilização iniciada pelo Flamengo, que já havia utilizado a frase no uniforme durante o empate contra o Santos. Agora, o Fluminense também aderiu à manifestação após um entendimento entre a Betano e a Superbet, empresas que patrocinam os dois clubes.
A decisão ocorre após a edição de uma medida provisória pelo governo federal que proibiu a operação e a publicidade das casas de apostas envolvidas na questão. Com a restrição, os clubes passaram a buscar alternativas para manter a exposição comercial de seus parceiros sem descumprir as determinações.
No caso do Fluminense, a primeira solução foi substituir a marca da Superbet pelo Superscore, aplicativo de estatísticas de futebol em tempo real pertencente ao mesmo grupo empresarial. A marca voltará a aparecer no uniforme tricolor após o clássico de domingo.
A mobilização não ficará restrita aos uniformes. A frase utilizada pelos clubes também aparece em placas publicitárias nos estádios, ao lado de outras mensagens promovidas pelo setor de apostas para questionar as restrições.
Flamengo e Fluminense estão entre os clubes que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para participar, como amici curiae — expressão jurídica que designa terceiros admitidos para contribuir com informações em um processo —, da discussão sobre a medida provisória. A iniciativa busca ampliar a contestação aos efeitos das restrições impostas às empresas do setor.
Os contratos de patrocínio dos dois clubes continuam vigentes. O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que o clube não procura um novo patrocinador máster e pretende manter o compromisso com a Superbet. A posição considera a possibilidade de mudanças nas regras, seja por decisões judiciais ou por discussões no Congresso Nacional.
Enquanto aguardam uma definição, os clubes utilizam o clássico carioca para dar visibilidade à contestação e reforçar a pressão sobre o debate em torno das apostas esportivas no país.

