O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou neste domingo (4) estar “muito feliz” com o resultado do primeiro turno, no qual obteve 47,07% dos votos válidos, e disse que o “Brasil quer mudança”. Ele disputará o segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 25 de outubro, conforme confirmou o TSE às 20h56.
“Estou muito feliz com o resultado, são quase 56 milhões de brasileiros que me deram esse voto de confiança, para a mudança. A palavra é mudança”, declarou o senador, em pronunciamento à imprensa no QG da campanha, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.
Às 22h10, segundo o TSE, Flávio somava 47,07% dos votos, mais de 56 milhões. Lula aparecia com 45,12%, mais de 53,7 milhões. “Foi por muito pouco [que não venci no primeiro turno]. Fiquei feliz com a quantidade de brasileiros que foram às urnas. É o fim da era do PT, está decretada a mudança no país”, emendou.
O candidato afirmou que, se eleito, poderá indicar “pelo menos” quatro ministros do STF que, nas palavras dele, não vão tentar “interferir nas eleições”. Também disse ser contra a reeleição. “Eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo, para atacar e resolver os problemas reais do Brasil.”
Flávio atribuiu ao PT um legado de endividamento das famílias, fechamento de empresas e aumento de impostos. Sobre o adversário, disse que Lula está preocupado com o poder, enquanto ele estaria preocupado com o futuro do país.
Na reta final, as campanhas concentraram esforços no Sudeste, região com os maiores colégios eleitorais. A disputa foi marcada por temas como a crise com o STF, o uso de inteligência artificial nas peças de campanha e o fim das apostas esportivas on-line.
Nas redes sociais, publicações associaram Flávio e setores da direita a um suposto movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. O candidato negou a existência de qualquer proposta nesse sentido.
O Bolsa Família voltou a ocupar posição central na disputa. Poucos dias antes do primeiro turno, Lula anunciou reajuste que eleva o piso do programa de R$ 600 para R$ 691.

