O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu uma reformulação ampla do sistema educacional brasileiro e criticou a política de aprovação automática nas escolas, em entrevista ao Anima Podcast publicada nesta terça-feira (13). Ele sinalizou intenção de alterar a Base Nacional Comum Curricular.
Flávio justificou a revisão curricular pela transformação esperada no mercado de trabalho. Segundo ele, as profissões daqui a dez anos serão completamente diferentes das atuais.
“Isso está no nosso radar, para, via a grade nacional curricular, mudar essas diretrizes, mudar o que as crianças aprendem em sala de aula”, disse. Para o candidato, o sistema educacional precisa preparar os alunos para um cenário de maior uso de tecnologia e inteligência artificial.
O episódio foi gravado na segunda-feira (12), com a participação da mulher de Flávio, Fernanda Bolsonaro, e abordou também a criação das filhas do casal e o casamento.
O senador afirmou ter se surpreendido ao descobrir que alunos podem ser promovidos mesmo sem comparecer às aulas. “O que eu mais escuto é que como essas crianças passam direto. E eu fiquei espantado de saber que ela nem precisa ir à escola. Se ela não for, ela passa. É a frequência. Isso é uma maldade. O modelo de educação está feio. Tem que ser totalmente revisto”, afirmou.
Flávio distribuiu responsabilidades entre os entes federativos: a educação até os 14 anos é predominantemente de competência municipal; o ensino médio, estadual; e as universidades, federal. Ele defendeu que a revisão deve alcançar também a formação dos professores.
Para o candidato, os docentes enfrentam sobrecarga sem suporte adequado, especialmente diante do aumento de alunos com autismo em sala de aula. “Hoje, o professor tem que ter um cuidado de saúde mental importante, porque é estresse pra caramba. Como é que lida com crianças, muitas crianças autistas?”, questionou. Ele citou a ausência de salas sensoriais como exemplo de que as escolas não estão preparadas para atender crianças em situação de crise.

