Apostas na vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial passaram de 62% nesta quinta-feira (1º) na plataforma Polymarket e de 61% na Kalshi, ambas dos EUA. É o maior patamar do candidato em mais de 12 meses. Lula (PT) caiu para 38% nas apostas.
Na Polymarket, as apostas na eleição brasileira mobilizam cerca de US$ 20 milhões (R$ 104 milhões). As plataformas têm elevado índice de acerto, segundo o texto, porque os investidores contratam consultores e usam pesquisas detalhadas para orientar apostas milionárias.
Flávio superou Lula nas apostas da Polymarket em 13 de setembro e não saiu da liderança desde então. O petista comandou as apostas por mais de um ano, entre setembro de 2025 e maio deste ano, quando Flávio virou por três semanas, e voltou à frente até setembro.
Há também quem aposte no candidato que ficará em 2º lugar. Lula saltou de 5% para 28% entre os que apostam na sua derrota. Já a chance de vitória de Renan Santos (Missão) é de apenas 0,3%, longe dos 17% que chegou a obter em junho. Ele é o 3º colocado.
No Ceará, a reta final acirrou os ânimos entre PT e PSB. Socialistas reclamam do pouco esforço de Camilo Santana, que já governou o estado, na candidatura de Cid Gomes (PSB), que tenta se reeleger senador. Lulistas que transitam nas duas campanhas contam que os dois não estão se bicando e que Cid prefere que nem toquem no assunto perto dele.
Do lado de Camilo, a turma diz que o ministro de Lula tem sua própria cruz: alavancar a reeleição de Elmano de Freitas (PT), que enfrenta Ciro Gomes (PSDB), irmão de Cid, rompido politicamente com Lula e o PT. Pesquisas como a AtlasIntel (CE-01709/2026) mostram eleição apertada no governo e no Senado.
A campanha do PL trabalha com a possibilidade de parte do PSD de Ronaldo Caiado pedir votos para Flávio nos próximos dias. Movimento semelhante é esperado dentro do Novo, de Romeu Zema. Caiado diz que o motivo que leva Lula a fugir dos debates é “medo de encarar e responder sobre Vorcaro, Lulinha, inflação, escândalos e tantos outros problemas que carrega no bolso”.

