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Flávio Bolsonaro disputa Presidência contra Lula

Carla Fernandes
Última atualização: 4 de outubro de 2026 12:05
Carla Fernandes
Tempo: 4 min.

O senador Flávio Bolsonaro (PL), de 45 anos, disputa a Presidência da República contra o atual presidente Lula (PT). Filho mais velho de Jair Bolsonaro, ele foi eleito deputado estadual aos 21 anos, cumpriu quatro mandatos na Assembleia do Rio de Janeiro e chegou ao Senado em 2018, com 4,38 milhões de votos.

Advogado, Flávio nasceu em 30 de abril de 1981, em Resende, cidade que abriga a Academia Militar das Agulhas Negras, onde o pai estudou. Nos primeiros anos, morou com a família em Nioaque, no Mato Grosso do Sul, período em que Jair Bolsonaro servia no Exército.

Na juventude, praticou futebol de salão e integrou as categorias de base do América, mas não seguiu carreira profissional. Entre 2000 e 2002, conciliou três atividades em duas cidades: cursava direito e fazia estágio voluntário no Rio de Janeiro, enquanto exercia cargo com jornada de 40 horas semanais na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Influenciado pelo pai, entrou na política em 2003, eleito o deputado estadual mais jovem daquela legislatura no Rio, com 31.293 votos. Nos 16 anos na Assembleia, concentrou atuação na segurança pública e na defesa de benefícios para policiais. Segundo análise da Folha, segurança pública foi o tema de 145 dos 214 discursos de Flávio na Alerj.

Em 2003, apresentou moção de louvor a Adriano da Nóbrega, ex-capitão da PM apontado pelo Ministério Público como integrante de milícias. Dois anos depois, propôs que ele recebesse a Medalha Tiradentes. A Folha também mostrou que Flávio homenageou o major Ronald Paulo Alves Pereira, apontado como uma das lideranças de milícia no Rio.

Disputou a Prefeitura do Rio em 2016 e ficou em quarto lugar, com 424.307 votos, 14% dos válidos. Dois anos depois, elegeu-se senador na eleição que levou o pai à Presidência. Durante a Operação Furna da Onça, o Coaf identificou movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio. O MP-RJ afirmou que Queiroz operava suposto esquema de rachadinha. Em 2021, STJ e STF invalidaram parte relevante das provas; no ano seguinte, o Tribunal de Justiça do Rio arquivou a denúncia.

No Senado, manteve a segurança pública como bandeira. Em 2024, relatou proposta limitando saídas temporárias de presos, convertida em lei. Em 2025, assumiu a presidência da Comissão de Segurança Pública. Tornou-se um dos principais conselheiros informais do pai e atuou como interlocutor do Planalto no Congresso, a ponto de colegas o chamarem de senador-ministro.

Em setembro de 2026, foram revelados diálogos sobre emendas parlamentares entre uma assessora de Flávio e Robson Calixto, o Peixe, condenado a nove anos de prisão no caso Marielle. Segundo a PF, a assessora intermediou o envio de R$ 600 mil ao Ifop, ligado aos irmãos Brazão, condenados como mandantes da morte da vereadora. O senador afirmou que os repasses seguiram critérios técnicos e legais. Flávio também é investigado pelo financiamento de Dark Horse, filme sobre o pai, e nega irregularidades.

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