O candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil não vive uma democracia plena e que o atual presidente, Lula, seria incompatível com o Congresso eleito. Ele voltou a defender declaração da véspera sobre redemocratizar o país, dizendo que se referia a propostas de emenda à Constituição (PECs).
Em encontro com as bancadas do PP e do União Brasil, que declararam apoio à sua candidatura, Flávio disse que o Congresso está configurado para um presidente como ele. “O Congresso, com essas pessoas que estão aqui, está configurado para um presidente como Flávio Bolsonaro e não tem como encaixar uma peça diferente dessa.”
“Se esse atual presidente continuasse, ele simplesmente seria incompatível com este Congresso. Pior ainda, é incompatível com os critérios para indicação de ministro Supremo”, afirmou.
O PL obteve a maior bancada na Câmara e no Senado. Flávio afirmou que, ao falar em redemocratizar o país e mudar a Constituição, estava se referindo a aprovar PECs que defende ao longo da campanha, como redução da maioridade penal, reforma do Judiciário, reforma política, mudanças na reforma tributária e fim da reeleição para presidente.
Sobre o fim da reeleição, Flávio manteve brecha para aumento do mandato. “É o Congresso que vai definir os critérios, se vai ser mandato de 4, de 5 anos, se vai valer só para presidente, se vai valer para governador”, disse.
Ele rebateu críticas à declaração da véspera. “Qualquer coisa diferente disso é especulação. Eu já vi gente começar a dizer: ‘ah, agora o Flávio, com esse Congresso com ampla maioria, ele vai fazer o que o pai dele não fez’. Vamos parar de mentir, vamos aterrissar no mundo real. Para de fazer torcida”, afirmou.

