Os ativos brasileiros operam em forte alta nesta segunda-feira (5) depois de Flávio Bolsonaro aparecer à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno das eleições. O índice EWZ, que reúne as principais ações brasileiras em Nova York, chegou a subir 13%, enquanto os ADRs de Petrobras, Itaú e Bradesco saltaram mais de 10%.
Bolsonaro obteve uma ligeira vantagem sobre Lula, e os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro. O JPMorgan prevê que a Bolsa pode subir até 11% no curto prazo, com o dólar perto de R$ 4,95. O avanço adicional dos ativos dependerá de sinalizações fiscais e da equipe econômica.
O Goldman Sachs avalia que o real pode se fortalecer ainda mais após o primeiro turno, com o dólar podendo chegar a R$ 4,50. Para dimensionar a apreciação da moeda brasileira, o banco também analisa o cenário da eleição de 2018.
O relatório Focus do Banco Central mostra que o mercado reduziu a projeção para o PIB de 2026, de 1,86% para 1,85%, e elevou a estimativa para a inflação, medida pelo IPCA, de 4,99% para 5,01%. A projeção para a Selic permaneceu em 13,50% para este ano.
No câmbio, a estimativa para o dólar em 2029 caiu de R$ 5,35 para R$ 5,33. As demais projeções para a moeda americana ficaram estáveis.
Na política, a direita ampliou sua força nos Estados e venceu 10 de 19 governos no primeiro turno, em diferentes regiões do país.
O efeito eleição também levou a B3 ao ranking de melhores ações de dividendos, com a operadora da bolsa entre as sete mais indicadas por dez casas consultadas. Petrobras divide a liderança com Allos e Itaú.


