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Flávio Bolsonaro pede ao TSE cassação da chapa de Lula

Carla Fernandes
Última atualização: 15 de outubro de 2026 10:48
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quarta-feira (14), investigação sobre a atuação de sindicatos e movimentos sociais na campanha à reeleição do presidente Lula (PT). A ação também pede a cassação da chapa do petista e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder econômico e político.

No documento, a campanha de Flávio afirma que entidades sindicais, estudantis e sociais estariam usando recursos financeiros, sedes, funcionários, publicações e canais de comunicação para promover a candidatura petista. Os advogados sustentam que a atuação dessas organizações ultrapassaria o apoio político e configuraria financiamento eleitoral irregular.

A ação inclui oito centrais sindicais, além de confederações, federações, sindicatos, da União Nacional dos Estudantes (UNE) e de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Dirigentes dessas organizações também são citados no processo. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça Eleitoral e não representam uma conclusão de que houve irregularidades.

Um dos principais pontos do pedido é uma declaração de Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), ligada ao Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Durante um evento de apoio a Lula na Universidade Federal do Paraná (UFPR), Kunzle afirmou que o sindicato nacional estaria colocando dinheiro em comitês eleitorais em diferentes estados para apoiar o petista.

“Pelo sindicato nacional, estamos pondo dinheiro nos comitês em todos os estados do Brasil, ou seja, as universidades vão ter recurso, os comitês locais, pela candidatura do Lula, estão tendo recurso do sindicato nacional”, disse Kunzle, segundo trecho reproduzido no documento.

A campanha de Flávio usa a fala do diretor como argumento para pedir a investigação de possíveis repasses de recursos sindicais à candidatura petista. O documento também menciona materiais de propaganda favoráveis a Lula divulgados pelo Andes-SN, incluindo panfletos, adesivos e faixas.

A ação sustenta que a legislação proíbe partidos e candidatos de receber, direta ou indiretamente, doações de entidades sindicais. O documento cita dispositivos da Lei das Eleições que vedam doações sindicais a campanhas e a divulgação de propaganda eleitoral em sites e perfis de pessoas jurídicas.

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