O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, celebrou o desempenho do partido no Legislativo e prometeu “mudar a Constituição para redemocratizar este país” caso seja eleito. Ele recebeu o apoio formal de Ronaldo Caiado e da federação União Brasil-PP, enquanto aliados buscam construir uma ponte com o STF.
Flávio Bolsonaro recebeu ontem (6) o apoio formal de Ronaldo Caiado, que concorreu pelo PSD e terminou na quinta colocação, e da federação União Brasil-PP, a maior bancada do centrão. Com o apoio crescente, o candidato mantém o mistério sobre seus planos para a economia.
O coordenador da campanha do PL, senador Rogério Marinho, se reuniu ontem (6) com o presidente do STF, ministro Edson Fachin. Na conversa, Marinho disse que seu grupo político não abre mão de tirar o ministro Alexandre de Moraes do Supremo e pediu que Fachin atue para conter o ministro Flávio Dino.
“Quem ganhar as eleições precisa ser empossado. Nós viemos aqui colocar nossa preocupação para o Fachin. É necessário colocar a bola no centro do campo. O jogo tem que ser jogado de acordo com a Constituição”, afirmou Marinho após o encontro.
Moraes foi autor de três decisões ontem (6): autorizou Débora do Batom a cumprir pena em regime semiaberto e arquivou investigações contra Marcos do Val, Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo D’Ávila Mello Raposo. A PGR se manifestou a favor de uma visita de Flávio ao pai.
Gilmar Mendes determinou o arquivamento de um pedido de investigação por estupro contra o deputado Alfredo Gaspar, vice de Flávio. A decisão ocorreu no mesmo dia em que a PGR, de Paulo Gonet, se manifestou pelo arquivamento.
Dos 54 senadores eleitos, 31 tendem a apoiar afastamento de ministros do STF. Eles se somam a outros 17 que já ocupam cadeiras no Senado, totalizando ao menos 47 senadores na próxima legislatura. O quórum para abertura de processo contra um magistrado é de 54 votos.

