A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou nesta segunda-feira (12) que os investimentos em infraestrutura de inteligência artificial (IA) estão ajudando a manter o crescimento da economia mundial em cerca de 3%, apesar da crise no fornecimento de energia. A declaração ocorreu durante reuniões do organismo e do Banco Mundial em Bangcoc, na Tailândia.
Segundo Georgieva, o aumento dos investimentos em IA impulsiona a atividade econômica, especialmente na Ásia, onde estão concentradas empresas fornecedoras de equipamentos e componentes para a infraestrutura tecnológica.
O avanço pode elevar o crescimento das economias asiáticas desenvolvidas em até um ponto percentual. Para as emergentes, o impacto seria entre 0,2 e 0,8 ponto percentual.
Em julho, o FMI projetou expansão de 3% para a economia mundial em 2026. A instituição deve divulgar uma atualização das estimativas nesta terça-feira (13).
A diretora destacou o potencial da inteligência artificial para transformar o mercado de trabalho, aumentar a produtividade e modificar a organização das empresas.
Pesquisas do FMI citadas por ela indicam que cerca de 40% dos empregos no mundo poderão ser aprimorados, reconfigurados ou substituídos pela tecnologia. Nas economias avançadas, o percentual pode chegar a 60%.
O presidente de Singapura, Tharman Shanmugaratnam, também abordou os efeitos da IA sobre o mercado de trabalho e as oportunidades profissionais para recém-formados. O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, defendeu o uso de ferramentas de IA de menor escala para elevar a produtividade em áreas como agricultura, saúde e educação.

