Os futuros dos índices de Nova York operam mistos nesta quarta-feira (7), após novos ataques no Estreito de Ormuz elevarem o petróleo Brent acima de US$ 101 por barril. Investidores aguardam a ata do Federal Reserve e o início da temporada de resultados corporativos.
O S&P 500 renovou sua máxima histórica intradiária na terça-feira, impulsionado pelos ganhos de importantes empresas de tecnologia e pela queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O índice amplo do mercado avançou 0,58%, encerrando o dia em um recorde de 7.818,93 pontos.
Já o Dow Jones Industrial Average subiu 253,38 pontos, ou 0,49%, para fechar aos 51.521,28 pontos. O Nasdaq Composite ganhou 0,45% e terminou a sessão em um recorde de 27.599,79 pontos. O índice de tecnologia também atingiu uma nova máxima histórica durante o pregão.
A intensificação dos ataques do Irã no Estreito de Ormuz reduziu o otimismo em relação ao volume de embarques pela rota marítima, que se aproximava dos níveis anteriores ao conflito. O petróleo Brent subia 0,63%, a US$ 101,21 o barril, enquanto o WTI avançava 0,25%, a US$ 89,66.
A recuperação dos títulos observada na terça-feira perdeu força, com os rendimentos dos Treasuries de 10 anos superando 5,30%. Na Europa, os títulos soberanos da França e da Itália lideraram as perdas.
Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,4% pouco após a abertura, refletindo o aumento da cautela dos investidores diante da alta dos preços do petróleo, dos rendimentos dos títulos públicos e das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O DAX, da Alemanha, caía 0,49%, e o CAC 40, da França, recuava 0,41%.
Na Ásia, o Nikkei 225, do Japão, fechou em queda de 0,92%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, caiu quase 2%. Os mercados da China continental e da Coreia do Sul estavam fechados devido a feriados da Semana Dourada.
“Os riscos inflacionários continuam no radar e, combinados com os rendimentos globais mais altos, pressionam alguns segmentos do mercado”, afirmou Ipek Ozkardeskaya, da Swissquote. “Com isso, quero dizer os segmentos que não contam com os ventos favoráveis da inteligência artificial.”

