A Aena, nova concessionária do Aeroporto Internacional do Galeão, apresentou nesta quinta-feira (15) um plano de expansão que prevê a construção de um hotel com pelo menos 232 quartos e um centro de pesquisa e testes da BYD, fabricante chinesa de veículos elétricos. As iniciativas privadas somam cerca de R$ 1 bilhão em investimentos nos próximos três anos.
O centro da BYD terá investimento de R$ 300 milhões, ocupará uma área de 184 mil metros quadrados e tem previsão de gerar 1,2 mil empregos. O espaço será destinado a atividades de pesquisa, desenvolvimento e experimentação.
O hotel será construído pela operadora bUP, que prevê investir R$ 90 milhões no empreendimento. A bandeira internacional ainda será definida. O projeto terá pelo menos 232 quartos, com possibilidade de chegar a 426 unidades.
O plano inclui outros projetos ligados à aviação, à indústria e à logística. A Gol prevê investir mais de R$ 100 milhões em um hangar de manutenção. A Hire Capital destinará R$ 430 milhões à construção de uma nova área de galpões industriais e outros R$ 54 milhões à expansão de um galpão logístico.
Segundo Santiago Yus, CEO da Aena Brasil, o conjunto de iniciativas empresariais representa cerca de R$ 1 bilhão em investimentos nos próximos três anos. A Aena estima que o Galeão termine 2026 com 19,4 milhões de passageiros, ante 17,5 milhões em 2025. De acordo com Yus, o terminal ainda tem margem para crescer, considerando sua capacidade estimada de até 37 milhões de passageiros por ano.
“O Galeão é um aeroporto estratégico para o Rio de Janeiro e o Brasil”, afirmou o executivo ao apresentar os planos. A empresa espanhola assumiu a administração do aeroporto em 6 de outubro, após vencer o leilão de concessão realizado pelo Governo Federal em março, com uma proposta de outorga de R$ 2,9 bilhões. A transição foi feita junto aos antigos concessionários, Vinci Compass e Changi.
A Aena nomeou Felipe Cavalcanti como novo diretor do Galeão. O executivo já atuou como coordenador da Infraero e foi responsável pela gestão do terminal entre 2018 e 2019, quando trabalhava na antiga concessionária RIOgaleão.
A expansão também inclui o aumento da frequência de voos e a criação de rotas nacionais e internacionais. A previsão é ampliar a oferta para 30 destinos nos próximos meses. Em outubro, a American Airlines começa a operar sete voos semanais para Nova York e aumenta de sete para nove a frequência para Miami. A Air Canada inicia três voos semanais para Toronto, enquanto a Air France acrescenta uma frequência para Paris, passando a operar 11 voos por semana. Em novembro, a JetSMART lançará três voos semanais para Assunção, e a Delta começará a operar três voos semanais para Nova York. A Lufthansa passará a voar diariamente para Frankfurt, e a TAP acrescentará um voo semanal para Lisboa e outro para Porto. A partir de dezembro, estão previstas novas rotas para Toronto, Montreal, Dallas, Salta, Lima, Assunção e Mendoza. Também devem aumentar as frequências para Atlanta, Lisboa e Cidade do Panamá. Em janeiro, a Aerolíneas Argentinas começará a voar para Rosário. Latam, SKY e JetSMART devem quase dobrar a oferta de voos para Santiago, enquanto a JetSMART ampliará as frequências para Córdoba. No mercado doméstico, Latam, Azul e Gol também devem aumentar a frequência de voos para diferentes cidades brasileiras nos próximos meses.
A Aena opera 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha e administra outros 35 terminais em diferentes países. No Brasil, são 18 aeroportos sob gestão, incluindo Congonhas, em São Paulo. Considerando o valor pago pela concessão do Galeão, os investimentos da companhia no país chegam a R$ 15 bilhões.


