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Gestor vê oportunidade rara para ações brasileiras com queda da Selic

Carla Fernandes
Última atualização: 10 de outubro de 2026 09:31
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

O fundador da AlphaKey, Christian Keleti, afirmou que a combinação de preços atrativos e a expectativa de queda da Selic criam uma das maiores oportunidades para o mercado de ações brasileiro nos últimos 25 anos. A declaração foi dada durante participação no podcast Stock Pickers, nesta semana.

Keleti explicou que o mercado local apresenta forte assimetria para ativos domésticos, que se beneficiam da melhora no ambiente fiscal e da estabilização macroeconômica. “Talvez esta seja uma das duas ou três oportunidades deste século, destes últimos 25 anos em que a gente faz entrada no mercado, em que existe uma assimetria muito grande ainda para as ações domésticas”, disse.

Segundo o gestor, muitas companhias listadas na Bolsa chegaram a níveis críticos de alavancagem financeira por causa do patamar elevado da taxa básica de juros. O custo dos empréstimos atrelados ao CDI reduziu a rentabilidade e obrigou as empresas a direcionar o caixa para o pagamento de dívidas.

A perspectiva de controle do endividamento público e a desaceleração da atividade econômica criam espaço para o Banco Central cortar a Selic para a faixa de 11% a 11,50%. A redução na taxa de desconto altera os modelos de precificação e aumenta o potencial de ganho para investidores.

Keleti afirmou que o avanço inicial do mercado está concentrado nos papéis de maior liquidez, impulsionado pela entrada de recursos estrangeiros. “O off-index, ou seja, as ações que pesam menos no índice, vão começar a andar, e as ações de Small Caps também vão começar a andar”, afirmou.

O volume de recursos alocados na renda fixa brasileira chegou a R$ 15 trilhões, segundo o gestor. Uma migração de 0,5% ou 1% desse capital teria capacidade de injetar dezenas de bilhões de reais no mercado acionário. “Se entrarem R$ 150 bilhões ou que seja a metade, 0,5%, ou seja, R$ 70 bilhões desse dinheiro dos locais que está na renda fixa, o estrangeiro vai colocar mais R$ 70 bilhões”, destacou.

A trajetória de valorização da Bolsa dependerá da entrega das reformas econômicas e da consolidação das propostas fiscais no país, ponderou Keleti.

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