O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, lamentou neste sábado (10) a não reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC) nas eleições de 2026. Amin perdeu a disputa para a deputada federal Carol de Toni (PL) e para Carlos Bolsonaro (PL), e deixará o Senado em 2027.
Em seu perfil no X (ex-Twitter), Gilmar comparou a derrota de Amin à do ex-senador Djalma Marinho (RN) em 1974. Na ocasião, lembrou o ministro, o ex-presidente do Senado Jarbas Passarinho declarou “que os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade”.
“Essa reflexão ecoa agora, com a não reeleição de Esperidião Amin para o Senado Federal. Poucos nomes marcaram tanto a política catarinense. […] Santa Catarina e o Congresso Nacional deixarão, lamentavelmente, de contar, a partir de 2027, com a experiência e o talento político de Amin”, escreveu Gilmar.
“Permanece, porém, todo o legado de uma atuação séria e comprometida com o melhor interesse público. Estou certo de que ele continuará a desempenhar um papel fundamental para os catarinenses e para o país”, completou o ministro.
A relação entre o magistrado e o senador foi pautada pela cordialidade institucional, embora com divergências. Em dezembro de 2025, Amin criticou uma liminar de Mendes que restringia regras para pedidos de impeachment de ministros do STF, classificando a decisão como “usurpação”.
Amin tem 78 anos. Nasceu em 21 de dezembro de 1947, em Florianópolis (SC). É professor, advogado e administrador. Foi nomeado prefeito da capital catarinense em 1975, durante a Ditadura Militar, e ocupou o cargo até 1978. Voltou a comandar a prefeitura de 1989 a 1990. Governou Santa Catarina de 1983 a 1987 e de 1999 a 2003. Exerceu mandato no Senado de 1991 a 1999 e retornou à Casa em 2019, com mandato até 2027. Também cumpriu 3 mandatos como deputado federal.

