O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, votou na manhã deste domingo (4) em Diamantino, no Mato Grosso, com um objeto que aparentava ser uma carteira, o que gerou polêmica nas redes sociais pela suspeita de se tratar de um celular, proibido pelo TSE. A assessoria do STF confirmou que era uma colinha eleitoral.
Mendes votou por volta das 9h50 no primeiro turno das eleições de 2026. Ele também é ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e integra o Supremo desde 2002.
Imagens do momento do voto, na cabine, mostram o objeto com aparência de carteira. A resolução nº 23.751/2026 do TSE proíbe portar celular, máquina fotográfica ou qualquer equipamento capaz de comprometer o sigilo do voto.
A assessoria de imprensa do STF confirmou ao iG que se tratava de uma colinha eleitoral. O ministro deixou o local sem falar com a imprensa.
Outros ministros também votaram neste domingo. André Mendonça votou em Brasília, assim como Kassio Nunes Marques, que preside o TSE.
O STF passou por embates por causa de ministros citados em investigações de Daniel Vorcaro, do Banco Master. O principal conflito ocorreu após menções aos nomes de Alexandre de Moraes e André Mendonça.
No dia 28 de setembro, Gilmar Mendes defendeu que o julgamento de Moraes fique suspenso até que seja informado quais magistrados também foram citados nas conversas no celular de Vorcaro. Ele disse que a identificação é necessária para saber quem pode votar nos processos sobre o Master.
Segundo dados do TSE, 158.745.483 brasileiros estão aptos a votar neste ano. O eleitorado cresceu cerca de 2,2 milhões de pessoas em relação ao pleito anterior. Neste domingo, os eleitores escolhem representantes para seis cargos: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador, governador e presidente da República. O segundo turno para os cargos do Executivo está marcado para 25 de outubro.


