A deputada federal Gleisi Hoffmann, ex-presidente do PT e ex-ministra de Lula, não conseguiu se eleger senadora pelo Paraná neste domingo (4). Com 95,6% das urnas apuradas, ela teve 1.464.920 votos. Felipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) ficaram com as duas vagas.
Advogada e curitibana, Gleisi é um dos principais nomes do PT e aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2010, foi eleita a primeira mulher senadora pelo Paraná, após ter sido diretora financeira da Itaipu Binacional durante o primeiro governo Lula, entre 2003 e 2006.
Entre 2011 e 2014, assumiu a Casa Civil no primeiro mandato de Dilma Rousseff. Em 2018, foi eleita deputada federal, cargo para o qual foi reconduzida em 2022, quando foi a segunda candidata mais votada do Paraná. Naquele ano, também atuou como coordenadora-geral da campanha presidencial de Lula.
Em março de 2025, assumiu a Secretaria de Relações Institucionais, pasta responsável pela articulação política com o Congresso. Permaneceu no cargo até abril deste ano, quando se desincompatibilizou para disputar a eleição. Antes da secretaria, Gleisi também ocupava a presidência nacional do PT.
A petista chegou a ser acusada, em um dos desdobramentos da Lava-Jato, de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, verba desviada da Petrobras teria financiado sua campanha ao Senado em 2010. Gleisi foi absolvida em 2018 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu não haver provas contra ela.
Na época, ela comemorou a decisão, afirmando que teve relevância para o “restabelecimento do Estado Democrático de Direito no Brasil” e que o combate à corrupção não pode ser “objeto ou desculpa para a perseguição política”.

