A Gol informou nesta quinta-feira (15) que vai reduzir ou suspender voos em algumas rotas a partir de fevereiro de 2027, em meio à alta do preço do querosene de aviação (QAV), que dobrou e representa cerca de 40% dos custos operacionais da companhia. A empresa não confirmou quais destinos serão afetados.
Em nota, a Gol afirmou que o planejamento das rotas é um processo contínuo e acompanha as necessidades da operação. A companhia disse que as mudanças são feitas “sem qualquer distinção ou priorização regional”.
A empresa informou que continuará oferecendo alternativas aos passageiros, como voos com conexão ou parcerias com outras aéreas. A Gol afirma ter mais de 60 acordos de codeshare e interline, modalidades que permitem comercializar voos em conjunto ou integrar trechos de uma mesma viagem.
Passageiros que compraram passagens diretamente com a Gol podem pedir remarcação, crédito ou reembolso pela Central de Atendimento, nos telefones 0300-115-2121, no Brasil, e +55 11 3471 2973, no exterior. Quem usou milhas deve gerenciar a reserva com a Smiles: 0300 115 7001 para clientes Smiles ou da categoria Prata; 0300 115 7007 para Ouro e Diamante; e +55 11 991 824 233, pelo WhatsApp, para clientes Magno, com atendimento 24 horas. Quem comprou por agências de viagens deve procurar a própria agência.
A Gol não foi a primeira a relatar impacto. Em junho, a Latam anunciou previsão de crescimento menor na capacidade no terceiro trimestre. No mesmo mês, o CEO da Azul, John Rodgerson, disse que a companhia havia cortado cerca de 5% de sua capacidade.
Na 82ª Assembleia-Geral Anual, realizada no Rio de Janeiro, a Iata (Associação Internacional do Transporte Aéreo) passou a prever queda no lucro das aéreas para US$ 23 bilhões (cerca de R$ 119 bilhões) em 2026, metade do estimado para 2025 (US$ 45 bilhões). A entidade citou os efeitos da guerra no Irã e a alta dos combustíveis.

