Rebeldes houthis atacaram o Aeroporto Internacional de Aden, no Iêmen, com mísseis balísticos e drones carregados com explosivos nesta quarta-feira (7), segundo a agência estatal Saba. Aden é a cidade onde está sediado o governo iemenita reconhecido internacionalmente. O ataque ocorre em meio a uma nova escalada dos combates entre o grupo, alinhado ao Irã, e forças apoiadas pela Arábia Saudita.
Segundo a agência Reuters, as forças governamentais iniciaram nesta semana uma contraofensiva para recuperar áreas estratégicas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb e à cidade portuária de Mocha.
Os combates se intensificaram nos últimos dias. Na segunda-feira (5), forças do governo anunciaram uma ofensiva contra Sanaa, capital controlada pelos houthis há mais de uma década, conforme a agência AFP.
A coalizão liderada pela Arábia Saudita realizou ataques contra posições houthis em Sanaa. Em 3 de outubro, os houthis afirmaram que forças sauditas haviam feito 26 ataques contra a capital.
Em setembro, o grupo atacou a Arábia Saudita enquanto países do Golfo adiavam negociações com o Irã sobre a situação no estreito de Ormuz. Os houthis também avançaram sobre áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb, passagem entre o Mar Vermelho e o golfo de Áden.
O avanço aumentou os riscos para o transporte marítimo na região e levou empresas a alterar rotas. Em setembro, algumas companhias começaram a retomar o trânsito pelo Canal de Suez, apesar dos riscos de segurança.
Os houthis, também conhecidos como Ansar Allah, controlam Sanaa e grande parte do norte do Iêmen. O grupo tomou a capital em 2014, dando início à atual fase da guerra civil. No ano seguinte, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita entrou no conflito em apoio ao governo reconhecido internacionalmente.
Um cessar-fogo mediado pela ONU em 2022 reduziu os combates, mas não levou a um acordo definitivo. O estreito de Bab el-Mandeb, onde os confrontos se intensificaram, liga o Mar Vermelho ao golfo de Áden e é uma das principais rotas marítimas entre a Ásia e a Europa.


