O Ibovespa fechou em queda de 1,06% na quinta-feira (15), aos 204.324,26 pontos, com o dólar comercial subindo 1,17%, a R$ 5,087, e os juros futuros em alta por toda a curva. No radar, benefícios anunciados pelo governo Lula em 2026, que já mobilizam R$ 300 bilhões.
A queda do Ibovespa veio após máxima de 206.520,28 pontos e mínima de 203.110,43. O volume negociado foi de R$ 40,90 bilhões. Na semana, o índice acumula perda de 2,28%, mas ainda sobe 9,64% em outubro e 26,80% em 2026.
O dólar comercial chegou à terceira alta seguida ante o real, com mínima de R$ 5,037 e máxima de R$ 5,099. O movimento foi na direção contrária da moeda americana ante outras divisas, com o DXY em queda de 0,50%, aos 102,04 pontos.
O presidente Lula afirmou que está preocupado com o aumento da dívida pública e que os mais pobres sofrerão as consequências com mais intensidade se as contas públicas saírem do controle. A declaração foi feita em meio a benefícios que já somam R$ 300 bilhões em 2026.
Na zona do euro, o CPI anual acelerou de 3,2% em agosto para 3,8% em setembro, segundo a leitura final da Eurostat. O resultado confirmou a estimativa preliminar e veio em linha com a previsão de analistas. O BCE já elevou os juros da região duas vezes neste ano, em junho e setembro.
Nos EUA, os índices futuros operam em alta nesta sexta-feira (16), com o Dow Jones Futuro subindo 0,35%, o S&P 500 Futuro 0,16% e o Nasdaq Futuro 0,10%. Investidores seguem cautelosos após semana de rotação no setor de IA e dados de inflação acima do esperado.
Na Ásia, o Kospi, da Coreia do Sul, fechou a semana com queda de 14,5%, o pior desempenho desde outubro de 2008, com Samsung e SK Hynix despencando quase 20% e 25%. Já as bolsas europeias caminham para o maior ganho semanal desde agosto, com o STOXX 600 subindo 0,71%.
O petróleo opera misto, com WTI em queda de 0,19%, a US$ 97,78 o barril, e Brent em alta de 0,21%, a US$ 106,15. O minério de ferro na bolsa de Dalian subiu 0,07%, a 672,50 iuanes, após atingir mínimas de mais de dois anos.


