Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
OK
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Procurar
© 2024 - BRASIL EM FOLHAS S/A
Leitura: Imposto do pecado deve pressionar caixa de importadores em 2027
Notificação Mostrar mais
Font ResizerAa
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Font ResizerAa
Procurar
Have an existing account? Sign In
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A

Imposto do pecado deve pressionar caixa de importadores em 2027

Carla Fernandes
Última atualização: 17 de outubro de 2026 07:01
Carla Fernandes
Tempo: 3 min.

A entrada do Imposto Seletivo (IS), prevista para 2027, deve pressionar o caixa de importadores e levar empresas a rever preços, estoques e contratos logísticos. Com alíquotas ainda indefinidas, negócios que dependem de compras internacionais terão de avaliar o impacto da tributação sobre o custo das mercadorias e a necessidade de capital de giro.

O IS foi criado pela reforma tributária para desestimular o consumo de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A cobrança alcança produtos nacionais e importados definidos em lei, como bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas e produtos fumígenos. O efeito sobre os custos dependerá do produto e da tributação aplicável.

Para Renan Werneck, sócio-fundador da Interface Business, o planejamento tributário precisa acompanhar as decisões comerciais desde a negociação com fornecedores internacionais. “Quando entra uma mudança tributária, a pergunta é muito concreta: quanto dinheiro será necessário para trazer a mesma carga e por quanto será possível vendê-la?”, diz.

Uma eventual alta no custo de importação pode exigir mais recursos para comprar o mesmo volume de mercadorias. As empresas também podem reduzir pedidos ou renegociar condições comerciais. O impacto sobre o capital de giro dependerá dos tributos incidentes e das regras de transição.

O repasse ao consumidor também tem limites. Se o mercado não aceitar preços mais altos, importadores e revendedores poderão ter de absorver parte do aumento, com redução das margens. “Não dá para simplesmente acrescentar o imposto ao preço e imaginar que o cliente vai aceitar. Existe concorrência, existe um limite de compra e existe uma margem que já foi negociada”, afirma Werneck.

A revisão dos pedidos pode alterar a operação logística. Compras menores podem reduzir a ocupação dos contêineres e elevar o custo de transporte por unidade. Antecipar compras para evitar uma possível tributação futura também exige cautela, pois amplia gastos com armazenagem e compromete recursos antes da venda. “Trazer mais mercadoria para tentar economizar imposto também tem custo. Você paga para armazenar, compromete o caixa e assume o risco de demorar a vender”, declara Werneck.

De acordo com o advogado tributarista Vitor Guerra Grecco, do Henneberg Ferreira Marques Advogados, os setores afetados pelo IS formam uma das principais frentes contra a regulamentação. O bloco contrário mais intenso “reúne bebidas alcoólicas e açucaradas, fumo, automotivo e mineração, que respondem pela maior parte dos projetos em tramitação”, disse. As companhias não questionam a inclusão no IS, mas a demora da Fazenda em definir a taxa, o que prejudica o planejamento. O governo já sinalizou que deixará para definir a alíquota depois das eleições.

Notícia Anterior Lula reage na disputa contra Flávio Bolsonaro
Próximo notícia Taxa de 12% sobre exportação de petróleo é insustentável, diz associação
Banner
Portal de notícias Brasil em FolhasPortal de notícias Brasil em Folhas
Follow US
© 2024 BRASIL EM FOLHAS S/A
Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta