A irmã de Cristiano Ronaldo, Elma Aveiro, disse que é pouco provável que o atacante volte a defender a seleção de Portugal após a crise com o técnico Jorge Jesus. Em Lisboa, ela afirmou que ambos estão magoados e que a situação está “estancada”.
Elma Aveiro, irmã de Cristiano Ronaldo, afirmou que não acredita que o atacante volte a vestir a camisa da seleção de Portugal depois do desentendimento com o técnico Jorge Jesus. Em declarações a jornalistas em Lisboa, ela disse que os dois estão magoados com o episódio.
— A minha posição é de tristeza porque o povo português infelizmente esquece-se do que já foi feito e acha que, no presente, devia ser feito de outra forma. Até fico sem palavras, é muito complicado ver o meu irmão passar por isto. Ele é das pessoas que menos merecia — declarou Elma, após participar da apresentação de um livro ao lado de Jorge Jesus.
Questionada se Cristiano ainda teria vontade de voltar a jogar por Portugal, ela respondeu que considera a possibilidade remota. — Está mais para não do que sim. Acho que ambos, Cristiano e Jorge Jesus, estão magoados. Foi uma situação que eles viveram, não eu. Falo pelo meu irmão. Acho que é uma situação que está ali estancada, vamos ver o que vai dar — afirmou, em declaração publicada pelo site português Sic Notícias.
Elma também foi questionada sobre uma reconciliação entre o jogador e o treinador. — Não sei, é muito complicado. Quando somos traídos, depois, para voltar ao normal, é muito complicado — concluiu.
A crise veio a público após Cristiano Ronaldo deixar a concentração da seleção portuguesa em Copenhague, na Dinamarca, no fim de setembro. Em manifestação pública divulgada em outubro, o atacante afirmou que houve quebra de confiança sobre o combinado para sua utilização nos jogos. Ele esperava atuar cerca de 30 minutos contra a Noruega, chegou a fazer o aquecimento, mas não foi usado.
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) instaurou processo disciplinar e determinou suspensão preventiva do jogador, anunciada em 10 de outubro. O regulamento prevê suspensão de um a seis meses para abandono injustificado dos trabalhos da seleção, mas a entidade ainda precisa concluir a análise. Jorge Jesus negou atrito e disse que segue concentrado no trabalho.


