O Itaú BBA prevê um terceiro trimestre desafiador para Banco do Brasil e Nubank, enquanto o mercado volta as atenções para a capacidade das empresas de sustentar revisões positivas de lucros em 2027. O banco mantém preferência por B3, XP e BTG Pactual, segundo relatório enviado a clientes.
Na avaliação dos analistas, a temporada de resultados funcionará como teste para o rali observado após o primeiro turno das eleições. O mercado passará a olhar menos para a melhora do cenário macroeconômico e mais para indicadores que sustentem revisões positivas de lucros para 2027.
As empresas ligadas ao mercado de capitais seguem como as melhores posicionadas para um cenário de juros menores e recuperação gradual da atividade financeira. Por isso, as principais escolhas do banco continuam sendo B3 (B3SA3), XP (BDR: XPBR31) e BTG Pactual (BPAC11).
Em contrapartida, o Itaú BBA está mais cauteloso com Banco do Brasil (BBAS3), Nubank (BDR: ROXO34) e BB Seguridade (BBSE3), citando riscos de revisões negativas de lucro e perspectivas menos favoráveis para 2027.
Para o BTG Pactual, o banco projeta lucro de aproximadamente R$ 5,2 bilhões no trimestre, alta de 15% na comparação anual e retorno sobre patrimônio (ROE) de 25,5%. O crescimento da carteira de crédito é estimado em cerca de 22%, com entrada líquida de aproximadamente R$ 35 bilhões em Wealth Management e Asset Management.
A XP deve apresentar lucro de cerca de R$ 1,4 bilhão, com crescimento anual de 6% e receitas líquidas em expansão de aproximadamente 8%. A instituição continua sendo a principal escolha do Itaú BBA no setor porque ainda oferece espaço para revisões positivas de lucro.
Já a B3 deve ter um trimestre mais fraco do ponto de vista operacional, com lucro próximo de R$ 1,6 bilhão e volumes médios diários em torno de R$ 29 bilhões. Ainda assim, o banco considera que a fraqueza deve ter relevância limitada, dado que setembro foi o mês mais forte do período e o início do quarto trimestre mostra atividade mais robusta.
O Banco do Brasil é a situação mais delicada entre os grandes bancos. O Itaú BBA espera crescimento de crédito de apenas cerca de 2% na comparação anual e provisões ainda elevadas. A projeção é de lucro líquido de aproximadamente R$ 2,8 bilhões e ROE próximo de 10%. O banco reduziu suas estimativas de lucro do BB em 15% para 2026 e 8% para 2027, e espera que os números do trimestre provoquem novas revisões negativas para o próximo ano.


