O governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito neste domingo (4) para mais quatro anos à frente do governo da Bahia. Com 95,02% das urnas apuradas, Jerônimo terminou o primeiro turno com 55,26% dos votos válidos, contra 44,25% do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A vitória de Jerônimo encerra a disputa ainda no primeiro turno, algo que não acontecia na Bahia desde 2018, quando Rui Costa (PT) foi reeleito com 75,71% dos votos válidos. Antes dele, Jaques Wagner (PT) havia sido eleito no primeiro turno em 2006 e reeleito em 2010.
Em 2022, Jerônimo e ACM Neto foram ao segundo turno, com o petista vencendo a etapa final por 52,5%. As pesquisas mostraram uma disputa apertada ao longo de toda a campanha, com alternância na liderança e diferenças entre os levantamentos. ACM Neto chegou a aparecer à frente de Jerônimo no início da corrida, mas a vantagem não se consolidou.
Os demais candidatos ficaram fora da disputa. Ronaldo Mansur (Psol) terminou em terceiro lugar, com 0,34% dos votos válidos. Aroldo Félix (UP) teve 0,06%, seguido por Maria Bona (PCO), com 0,05%. Ariel Capistrano (DC), por sua vez, teve 0,04%.
Jerônimo, 61, disputou a reeleição pelo PT. A chapa tem Geraldo Júnior (MDB) como candidato a vice e reúne no campo governista os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, como candidatos ao Senado. O governador contou com o apoio do presidente Lula (PT), que manteve ampla vantagem nas pesquisas presidenciais na Bahia.
A candidatura de Jerônimo teve como uma de suas principais bases políticas o interior do estado. A campanha do petista afirmou contar com o apoio de mais de 300 prefeitos de diferentes partidos e buscou ampliar a votação em Salvador e na região metropolitana, onde ACM Neto mantém uma base política importante.
ACM Neto, 47, disputou novamente o governo pelo União Brasil. Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié, foi o candidato a vice. A chapa teve ainda João Roma (PL) e Angelo Coronel (Republicanos) como candidatos ao Senado. Neto tentou ampliar sua votação no interior e consolidar o eleitorado de centro-direita.
O candidato do União Brasil contou com o apoio do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) e buscou se diferenciar da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), apesar da presença do PL em sua chapa. A derrota mantém o grupo político de ACM Neto fora do governo estadual, que é comandado pelo PT desde 2007.

