A juíza María Tardón, da Audiência Nacional da Espanha, pediu ao presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, que entregue a lista de chamadas feitas com o presidente do governo, Pedro Sánchez, e com o chefe de gabinete da Moncloa entre os dias 27 e 30 de julho. O pedido ocorre após Vivas, do PP, declarar como testemunha em 30 de setembro que tentou contatar a Presidência. A magistrada investiga a entrada massiva de migrantes em Ceuta.
Vivas prestou depoimento no dia 30 de setembro, quando afirmou ter tentado falar com a Presidência durante a crise migratória. A juíza, então, solicitou os registros telefônicos para verificar os contatos.
O pedido foi feito diretamente ao presidente da cidade autônoma, que deve apresentar a lista de chamadas à Audiência Nacional. A medida abrange o período de 27 a 30 de julho, dias críticos da entrada de migrantes.
A investigação, conduzida por Tardón, apura as circunstâncias da chegada em massa de migrantes a Ceuta no último mês de julho. A juíza busca esclarecer a atuação das autoridades locais e nacionais durante o episódio.
Vivas, que é do Partido Popular, declarou como testemunha no caso. A defesa do presidente de Ceuta ainda não se manifestou publicamente sobre o pedido da magistrada.
O caso segue em tramitação na Audiência Nacional, que deve analisar os documentos assim que forem entregues.


