A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta terça-feira (6) uma ofensiva para elevar a rejeição a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, associando o “tesouraço” prometido pelo adversário a cortes em programas sociais durante o governo de Jair Bolsonaro. A peça publicitária cita reduções em áreas como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida e Mais Médicos. Estratégia é reforçar comparações com a gestão do ex-presidente e explorar o receio de perda de benefícios.
No último Datafolha antes do primeiro turno, Lula e Flávio apareciam empatados na rejeição: 45% dos eleitores diziam que não votariam de jeito nenhum em cada um dos candidatos.
No vídeo divulgado, são citados cortes ou reduções de recursos em áreas como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, combate ao câncer, cisternas, merenda escolar e prevenção de desastres durante a administração Bolsonaro.
“Flávio Bolsonaro vive dizendo que vai fazer um tesouraço no Brasil. Mas, quando um dos Bolsonaros fala em corte, é preciso relembrar para não repetir”, diz a peça.
O vídeo usa diretamente o temor de uma volta do bolsonarismo ao Palácio do Planalto como argumento contra Flávio. “Agora, Flávio Bolsonaro quer dar continuidade ao legado perverso do pai e cortar tudo aquilo que o povo reconquistou. Não deixe esse pesadelo voltar. Bolsonaros nunca mais.”
Depois de uma primeira etapa em que Lula priorizou a defesa das realizações do governo, aliados passaram a defender uma campanha mais voltada ao confronto direto e à exposição das diferenças entre os dois candidatos. Petistas também avaliam explorar episódios do governo Bolsonaro e temas capazes de aumentar a resistência do eleitorado ao adversário.
Lula afirmou após a votação de domingo (4) que a nova etapa seria uma “outra campanha”, agora com a possibilidade de um confronto direto entre apenas dois projetos. Seu entorno também reconheceu problemas de comunicação no primeiro turno e passou a defender mensagens mais contundentes contra Flávio.


