Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) votaram na manhã deste domingo (4) e, após o voto, trocaram críticas. O petista disse que está em jogo a definição de um projeto de Brasil, enquanto o senador pediu um voto de confiança dos eleitores.
Lula votou em São Bernardo do Campo (SP), acompanhado pela chapa do PT no Estado. Flávio votou em Vila Isabel, bairro do Rio, com a mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, e o candidato do PL ao governo do Estado, Douglas Ruas.
O presidente não citou nominalmente o senador, mas relacionou Flávio à milícia. Disse que “o Brasil não vai para frente com milicianos”. A campanha do PT tem apostado na narrativa da relação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com o crime organizado, usando como justificativa o fato de Flávio ter homenageado, em 2003 e 2004, o ex-policial militar e miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020 durante operação policial na Bahia.
Em contraposição, Flávio mencionou o petista e afirmou que “amigos de Lula estão interferindo nas eleições”. Declarou: “É um dia muito importante em que eu espero que o brasileiro ponha fim a essa era do atraso que apostou tudo, que usou a máquina pública para tentar interferir nas eleições”.
O senador apostou na narrativa de interferência ou censura depois do cancelamento do debate da TV Globo na quinta-feira (1º). O candidato desistiu de participar após decisão do TSE que proibiu a exibição do púlpito vazio de Lula. Flávio disse que não esteve no evento por não compactuar “com a censura e a interferência do Judiciário nas eleições”.
Pesquisa PoderData/Aya divulgada no sábado (3) mostra Lula e Flávio empatados tecnicamente no 1º turno. Em uma provável disputa de 2º turno, ambos têm 46% das intenções de voto. O levantamento coletou dados de 30 de setembro a 2 de outubro, com 4.000 entrevistas em 786 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual, com intervalo de confiança de 95%. O estudo está registrado no TSE sob o nº BR-03519/2026.


