O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião do PT em que disse carregar nas costas a “promiscuidade” do Supremo Tribunal Federal (STF) com o poder e reconheceu a necessidade de dar mais entrevistas já representa uma mudança de tom em relação à estratégia adotada antes do primeiro turno. Ainda assim, a cúpula petista enfrenta o que alguns chamam de “clima de motim” contra orientações de campanha que continuam as mesmas da primeira rodada.
Na reunião, Lula afirmou que o partido precisa se adaptar ao cenário pós-primeiro turno, mas a insatisfação interna persiste. A mudança de tom, no entanto, não alterou todas as diretrizes da campanha.
Segundo a apuração, parte da militância e de dirigentes petistas considera que o comando das redes sociais precisa ser revisto. A pressão por uma virada nessa área ganhou força nos últimos dias, com críticas à abordagem adotada até agora.
O “clima de motim” é descrito por fontes como uma reação a orientações que, na avaliação interna, não dialogam com o momento atual da disputa. Apesar disso, a cúpula não anunciou mudanças formais no comando da comunicação digital.
Lula também mencionou a relação do STF com o poder em termos duros, o que foi interpretado como um recado direto a aliados e adversários. A fala ocorre em um momento de tensão política e jurídica.
Até a publicação desta matéria, a campanha não havia se manifestado oficialmente sobre as críticas internas ou sobre a possibilidade de alterar a equipe de redes sociais.

