A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai usar a entrevista do petista ao Flow podcast, nesta quinta-feira (1º), para rebater ataques de adversários durante o debate da TV Globo, que começa às 21h30. A ausência de Lula no confronto é considerada por aliados o movimento mais arriscado da corrida pelo quarto mandato.
Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) participam do programa. Auxiliares do presidente afirmam que a entrevista não vai se pautar pelas respostas, mas a equipe ficará assistindo ao confronto para identificar ataques e responder na hora.
Lula já vem sendo preparado para responder sobre temas que podem gerar ofensiva dos adversários, como o caso de Nossa Senhora Aparecida, impulsionado nas redes após um debate sobre um projeto de lei arquivado há quase 20 anos que pretendia retirar da santa o título de padroeira do Brasil.
Também está no cálculo petista que devem atacá-lo pelas investigações envolvendo o filho mais velho, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, além das suspeitas contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
De acordo com aliados, Lula resistiu a participar do debate pelo receio de se tornar alvo principal dos demais adversários e pela avaliação de que poderia ocorrer uma “tabelinha” entre eles para pressioná-lo. Havia ainda o temor de que qualquer deslize tivesse impacto nas urnas.
A campanha, no entanto, não tinha consenso sobre a ausência do presidente no debate. Levantamento da Quaest divulgado na segunda-feira (28) mostrou Lula com 39% das intenções de voto, seguido de Flávio com 34%. No segundo turno, aparecem empatados numericamente com 42%.


