O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu em 64 países na eleição de domingo (4), com vantagem em Portugal, Alemanha, França, Reino Unido e Canadá. Flávio Bolsonaro liderou em 36 países. Estados Unidos, Japão e Paraguai concentraram os maiores volumes de votos no exterior.
Eleitores da Europa, do Oriente Médio e da Oceania impulsionaram o resultado de Lula. Flávio registrou maior votação na Ásia e nas Américas do Norte e Latina. Mais de 300 mil brasileiros que vivem fora do país participaram da eleição.
Lula recebeu 157,3 mil votos, ou 47,57% dos válidos. Flávio obteve 143,9 mil, equivalentes a 43,49%. A vantagem do petista foi de 13,4 mil votos.
Lula recebeu 97,74% dos votos em Cuba, 87,10% na Argélia, 85,77% na Jordânia, 78,94% na Dinamarca e 78,22% na França. Na Síria, que realizou votação pela primeira vez neste ano, o petista obteve 89,81%. Flávio alcançou 84,62% no Nepal, 84,35% no Paraguai, 82,61% na Ucrânia, 81,13% na Guiana, 75,46% na Bolívia e 71,69% no Japão.
No Oriente Médio, Lula recebeu 93,09% dos votos na Palestina. Flávio venceu em Israel, com 74,29%. Portugal foi o país onde Lula recebeu mais votos: 26,4 mil, contra 19,4 mil de Flávio. O petista venceu em Lisboa e no Porto. O senador liderou em Faro, no Algarve. Nos Estados Unidos, Flávio recebeu 45 mil votos, sua maior votação em um país estrangeiro.
Na Europa, Lula somou 95.442 votos, contra 48.874 de Flávio. O senador, porém, venceu na Grécia e na Ucrânia. Nas Américas, Lula ganhou na Argentina, Canadá, Chile, Uruguai e Venezuela. Por outro lado, Flávio também na Bolívia, Colômbia, El Salvador e Equador. Na Ásia, Flávio liderou em votos, impulsionado pelo Japão, embora Lula tenha vencido em mais países: 15, contra 13 do senador.
Já na Oceania, o petista ganhou na Austrália e na Nova Zelândia. Na África, Lula venceu em 14 países, e Flávio, na África do Sul e em Moçambique. A Guiné-Bissau registrou o único empate: 17 votos para cada candidato. Nos 101 países com registros de votação, menos de 10% dos eleitores escolheram outros candidatos, anularam o voto ou votaram em branco. Outros 32 países tinham eleitores aptos, mas nenhum compareceu às urnas.
Ao todo, 916,5 mil brasileiros estavam aptos a votar no exterior. A abstenção chegou a 62,69%. Entre os que compareceram, 10,8 mil votaram em branco ou anularam o voto.

