O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo (SP), acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de aliados. Ele chegou à seção eleitoral às 9h05.
A comitiva incluía ainda os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e Alexandre Padilha (Saúde), o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho. Também estavam presentes o candidato do PT ao governo de SP, Fernando Haddad, o candidato a vice na chapa, Márcio França, a candidata da Rede ao Senado, Marina Silva, a candidata do PSB ao Senado, Simone Tebet, e o presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Após votar, Lula seguiu para sua casa, no Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. À noite, fará um pronunciamento sobre o resultado eleitoral no hotel Renaissance.
É a oitava vez que Lula disputa a Presidência. Ele foi candidato em 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022. Em 2018, estava preso e teve o nome barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Quando concorreu, perdeu três vezes (1989, 1994 e 1998) e venceu em outras três ocasiões (2002, 2006 e 2022). Agora, tenta um inédito quarto mandato.
Lula enfrenta um cenário de forte polarização com Flávio Bolsonaro (PL), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem derrotou em 2022. A campanha foi marcada por críticas mútuas e judicialização. O petista teve a soberania como mote, num contraponto a Flávio e à relação que o candidato do PL tem com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em atos de campanha, Lula dizia que o principal adversário queria buscar ajuda dos EUA para as eleições, citando possível “ ingerência externa”. Em 14 de agosto, afirmou: “Quero ter uma conversa tête-à-tête com ele. E vou dizer: ‘Não se meta nos negócios do Brasil e, sobretudo, na questão da eleição’”.
Durante a campanha, Lula se concentrou na defesa do fim da escala 6×1 e na aprovação da PEC da Segurança Pública, sinalizando a criação de um ministério voltado à área. Na fase final, preparou uma ofensiva contra as bets, editando uma MP que proibiu a atividade no país. Também anunciou reajuste de 15% do Bolsa Família e a distribuição gratuita de canetas emagrecedoras para pessoas com obesidade pelo SUS.
O presidente injetou ao menos R$ 411,2 bilhões com ações para estimular a economia em ano eleitoral, muitos voltados para a área social. As promessas para um novo mandato incluem universalização do ensino em tempo integral, exploração própria de terras-raras e forte investimento em defesa.

