O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmou ter dito ao presidente do STF, Edson Fachin, que o Senado não será omisso em relação a pedidos de impeachment de ministros da Corte. A declaração ocorreu após reunião nesta terça-feira (6).
Marinho disse que a campanha de Flávio não tem “espírito de vendeta”, mas quer respeito às regras. “Deixamos claro que na hora em que houver algum crime de responsabilidade por ministro do Supremo o Senado não vai se omitir”, afirmou.
O senador defendeu que o regimento interno do Senado seja modificado para que pedidos dessa natureza sejam imediatamente submetidos à Procuradoria da Casa, para que os processos sejam abertos “independentemente da vontade” do presidente do Congresso.
“Não temos vingança, mas não há omissão. A Constituição é clara. Separação de Poderes é elemento basilar da República. Mas não existe poder absoluto. Indício de crime, cometido por quem quer que seja, não pode ser acobertado pelo corporativismo”, disse.
O parlamentar afirmou que marcou o encontro com Fachin para tratar de uma suposta intervenção de ministros do STF na Justiça Eleitoral. Ele voltou a criticar decisões sobre as eleições suplementares no Rio de Janeiro, que não ocorreram.
Fachin também recebeu a líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que deixou o tribunal sem falar com a imprensa.
As audiências ocorreram após o primeiro turno das eleições 2026, que resultou na quase duplicação da bancada do PL no Senado. O tamanho da nova bancada gerou preocupação em uma ala do STF sobre o avanço de pedidos de impeachment.
Em comentários reservados, ministros se diziam preocupados com o tema e com o avanço de outros projetos da extrema-direita que possam enfraquecer o Judiciário.

