A ferramenta de inteligência artificial da Meta, integrada ao WhatsApp, virou alvo de reclamações de usuários após relatos de tratamento desigual na geração de imagens eleitorais para Lula e Bolsonaro. Segundo internautas, a plataforma permitiu criar artes para um candidato, mas bloqueou pedidos semelhantes para o outro. A empresa afirma ter regras específicas para o período.
Os relatos ganharam força nas redes sociais nesta quarta-feira (14) e levantaram questionamentos sobre a neutralidade dos sistemas de IA em períodos eleitorais. Em alguns casos, conteúdos com referências políticas eram gerados normalmente; em outros, a solicitação era recusada pelo sistema.
A Meta afirmou que possui restrições específicas para conteúdos eleitorais no Brasil e que adotou medidas para impedir a geração de imagens de campanha relacionadas a candidatos. A companhia sustenta que as regras buscam atender às exigências do período e reduzir riscos de uso indevido da tecnologia em materiais políticos.
Apesar da justificativa, os relatos indicam que os bloqueios nem sempre ocorreram de forma uniforme. A situação provocou debates sobre possíveis falhas nos mecanismos de moderação automática adotados pela empresa.
Especialistas em tecnologia costumam apontar que sistemas de IA podem apresentar inconsistências temporárias devido a atualizações, falhas de configuração ou diferenças na aplicação automática das regras.
O episódio reacende um debate mais amplo sobre o papel das grandes plataformas digitais durante processos eleitorais. Com o avanço das ferramentas capazes de criar imagens, vídeos e textos em poucos segundos, cresce a pressão para que empresas garantam tratamento equilibrado, transparência nas decisões automatizadas e mecanismos para evitar a disseminação de conteúdos enganosos.

