Os contratos de mini-índice com vencimento em dezembro (WINZ26) encerraram a sessão de quarta-feira (14) em queda de 0,97%, aos 208.995 pontos. O movimento refletiu a cautela após o Ibovespa recuar 0,18%, aos 206.505,98 pontos, pressionado pela queda de 0,1% do setor de serviços e pela incerteza eleitoral.
No exterior, o CPI norte-americano reforçou as preocupações com os juros, enquanto Wall Street recuou e os Treasuries avançaram. Na B3, Petrobras (PETR3; PETR4) e outras petroleiras limitaram a baixa, enquanto bancos, varejistas, B3 (B3SA3) e Vale (VALE3) pesaram sobre o índice.
Para esta quinta-feira (15), o foco dos traders estará nas pesquisas Quaest e Datafolha, nos dados do varejo do Brasil e dos Estados Unidos e no PPI norte-americano. A reação da curva de juros será especialmente importante para bancos e varejistas, que ampliaram a realização recente.
No gráfico de 15 minutos, o analista técnico Rodrigo Paz observa que o mini-índice encerrou a última sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o viés corretivo. Para que a queda ganhe força, o contrato precisará perder a região de 208.705/207.930 pontos. O rompimento dessa faixa poderá levar o ativo até 207.110/206.075 pontos e, em um movimento mais profundo, a 205.290/204.770 pontos.
No cenário de recuperação, a resistência inicial está em 209.855/211.170 pontos. A superação dessa faixa, acompanhada por volume comprador, poderá abrir espaço para um avanço em direção a 211.750/212.620 pontos. Em uma retomada mais consistente, o próximo objetivo estará em 213.240/213.935 pontos.
No gráfico diário, Paz vê a última queda como parte do movimento corretivo iniciado após as altas recentes. Apesar do recuo, o mini-índice permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a estrutura positiva mais ampla. Para retomar o fluxo de alta, o contrato precisará superar a resistência em 212.720/215.685 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos são 218.825/221.400 pontos.
Para aprofundar a queda, será necessário romper a região de médias e suportes em 207.615/204.770 pontos. Abaixo desse intervalo, as próximas referências estarão em 198.215/192.730 pontos. O IFR de 14 períodos está em 67,82 pontos, próximo da região de sobrecompra, o que reforça a necessidade de cautela diante da possibilidade de continuidade da correção.

