Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão, na sexta-feira (02), com forte alta de 2,79%, aos 193.000 pontos. O movimento foi apoiado pelo payroll abaixo do esperado, pela queda da produção industrial brasileira e pelos ganhos de Vale, Petrobras e bancos. Agora, traders aguardam a reação do mercado ao segundo turno das eleições.
O Ibovespa avançou 2,63%, aos 192.114,55 pontos, maior nível desde abril, e acumulou alta de 4,71% na semana. Em Wall Street, os principais índices também subiram.
Para os traders de mini-índice, o foco estará na reação do mercado à definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para 25 de outubro. A leitura dos investidores sobre o resultado das urnas e as perspectivas para o cenário fiscal poderá provocar uma forte reprecificação dos ativos.
O fluxo estrangeiro, que somou R$ 9,1 bilhões em setembro, e o desempenho de Vale, Petrobras e bancos também serão importantes para indicar se o contrato sustenta o impulso comprador ou passa por realização, segundo análise técnica do gráfico de 15 minutos.
No gráfico de 15 minutos, o mini-índice encerrou a última sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que preserva a vantagem compradora no curto prazo, embora a intensidade da valorização aumente a possibilidade de acomodação. Para a continuidade do movimento positivo, será necessária a entrada de novo volume comprador e o rompimento da resistência em 194.020/194.570 pontos, com alvos em 195.030/195.625 e, em extensão, 195.915/196.735 pontos.
No cenário contrário, uma correção ganhará força se o contrato perder o suporte de 192.420/191.630 pontos. Abaixo dessa região, o próximo objetivo vendedor fica em 191.215/189.900 pontos, com possibilidade de alcançar 188.840/187.000 pontos.
No gráfico diário, o mini-índice formou um forte candle comprador, acompanhado por entrada relevante de volume, e passou a negociar acima das médias de 9, 21 e 200 períodos. Para ampliar a alta, o contrato precisa superar a região de 194.020/195.915 pontos, com objetivos em 200.430/204.170 pontos. Uma reversão exigiria a perda das médias e dos suportes em 187.585/184.500/182.330 pontos, com referências seguintes em 176.100/167.975 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 73,52 pontos, dentro da zona de sobrecompra, sinalizando que o ativo está esticado e mais sujeito a realização de lucros no curto prazo, segundo o analista técnico Rodrigo Paz, que assina a análise.


