Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão em alta de 0,79%, aos 208.725 pontos, dando continuidade ao fluxo comprador. O movimento reflete o forte momento do Ibovespa, que renovou máxima histórica e acumulou alta de 8,82% na semana, sustentado pelo recuo dos juros futuros e ganhos de Petrobras, Vale, bancos e varejistas.
Na sexta-feira (9), o Ibovespa avançou 1,38%, aos 209.066,90 pontos, e renovou a máxima histórica em 209.713,45 pontos. O movimento ocorreu apesar do IPCA acima do esperado, com Wall Street em alta puxada pela recuperação das ações de tecnologia, mesmo diante das altas dos Treasuries e do petróleo.
Para os traders de mini-índice, o foco na retomada das negociações, nesta terça-feira (13), estará na capacidade do contrato de preservar o fluxo comprador após uma semana de forte valorização. O comportamento da curva de juros e de setores sensíveis às taxas, como varejo, construção e bancos, será importante para medir o fôlego da alta.
No gráfico de 15 minutos, o mini-índice encerrou a última sessão ligeiramente abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para dar continuidade à alta, o ativo precisará superar a resistência em 208.975/209.355 pontos. O rompimento dessa faixa, acompanhado por volume comprador, poderá abrir espaço para um avanço em direção a 209.965/210.165 pontos.
No cenário de baixa, o suporte inicial está em 208.475/207.500 pontos. A perda dessa região poderá intensificar a pressão vendedora e levar o contrato até 206.350/205.685 pontos. Caso a correção ganhe força, o próximo objetivo estará em 204.850/204.140 pontos.
No gráfico diário, o contrato permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a estrutura positiva. Para ampliar o movimento de alta, será necessário superar a resistência em 211.115/212.130 pontos. Acima dessa região, os próximos objetivos são 214.195/216.695 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 77,39 pontos, dentro da região de sobrecompra. Na avaliação do analista técnico Rodrigo Paz, o indicador confirma a força compradora, mas mostra que o movimento permanece esticado e sujeito a realizações. A sobrecompra, isoladamente, não representa um sinal de reversão.

